Iguaçu
Não Há Nada Como Lá Ir!
Antes de se chegar de avião à cidade de Foz do Iguaçu, a visão que se tem ao longe é de uma mata
tropical densa e, do seu interior, sobe o que, à primeira vista, parece tratar-se de fumo... É
a neblina originada pela precipitação das águas das Cataratas do Iguaçu.
Todavia, só nos apercebemos da grandiosidade deste vasto e maravilhoso conjunto de quedas quando
se começa a percorrer as passadeiras do lado argentino, que atingem o seu clímax quando nos
deparamos com a fantástica visão da Garganta do Inferno. Mas mais uma vez, a máxima de que
"Deus é brasileiro" persiste: apesar de somente 14% de toda a extensão das cataratas se
encontrar em território brasileiro, é necessário que nos situemos desse lado para que tenhamos a
mais bela panorâmica das quedas, do lado argentino.
Embora já conhecesse de nome as cataratas, não estava preparada para tanta beleza! As intensas
chuvas que tinham caído durante Fevereiro fizeram com que, quando lá chegámos, no início de Março,
o caudal do rio tivesse aumentado substancialmente. A consequência imediata foi que as águas
corriam ainda mais velozmente, as águas barrentas despencavam com grande estrondo... E foi assim
que, empunhando o meu "caixotinho" desatei a disparar para todos os lados, na tentativa de gravar
tudo ou quase tudo...
O último dia que lá passámos era livre. De manhã cedo apanhei um autocarro e dirigi-me às
cataratas... Sem guias, passei ali uma manhã inteira... parando onde quis, o tempo que quis...
tentando gravar na mente cada detalhe...
Revejo muitas vezes as fotografias que lá tirei... quase consigo ouvir o ribombar das águas
batendo no fundo das cataratas e mandando para o alto a chuva fininha, que se pode observar em
muitas delas. Desta vez, obrigada que fui a fazer uma escolha (sei que mesmo assim abusei da
quantidade...), veio-me a enorme saudade do lugar e o desejo de um dia poder voltar e rever as
Cataratas do Iguaçu.
Recordo-me, então, do que a minha Mãe me disse, depois de termos percorrido um bom trecho do
passeio: "Filha, obrigada por me teres trazido. Agora já posso morrer!" Estávamos em 1980...
Bom..., se não voltar... já lá estive uma vez...
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