Os Roque do Cutato
|
|
Na terra em que não havia enganos, um homem muito firme prometeu à amada, estarem juntos muitos anos, criando aqueles que o Criador lhes deu. É deles que nós todos descendemos pois deles é que provem o nosso eu! Sejamos pois, e por muitos anos, gratos da herança que proveu. |
|
Dos filhos desses filhos, filhos somos. Honremos quem de nós já está no céu. Deixemos um legado a quem nós pomos os mesmos nomes que alguém nos deu, fazendo com que assim, sejamos todos aqueles herdeiros que o Cutato deu. |
O poema do Calocha é a justa homenagem aos seus, o espelho do sentimento que existe neste ramo,
os Roque. Digo mais: o amor quase palpável, não se prende ali, entre eles. Todos os que de
perto conviveram com os Roque têm as melhores recordações e a isso repetidamente se referem. E
continuam a distribuir amor até aos dias de hoje.
Nota dominante entre todos: a simplicidade, a sinceridade... Um ramo que tem alguns dos seus
membros dedicados ao trabalho de evangelização em vários países.
Ainda conheci os Tios Roque e Beatriz (irmã da minha Avó materna). Ela, muito amorosa, doce,
muito calma, partiu primeiro. Quanto ao Tio Roque, marcou-me imenso ele ter manifestado a
vontade de que, quando partisse, não o calçassem. E havia uma razão muito forte, segundo ele:
Cristo morreu descalço e ele não queria ir melhor do que o seu Salvador.
A vida dos Roque à beira do Rio Cutato, perto da Bela Vista, hoje Katchiungo, Província do
Huambo, é rica em histórias. Portanto, se algum dia quiserem enriquecer esta página,
escrevendo sobre o seu ramo, será para mim um enorme prazer.
|
Nota: Vejam na "História da Família" a genealogia deste ramo, os seus mais variados locais de origem, bem como fotografias. |
| [ Anterior ] |
| [ Crónicas de Angola ] |